Depois de reunir multidões e transformar cada apresentação em um verdadeiro arrastão de gente, o Psirico confirma Salvador como base da sua maratona no Carnaval 2026. A banda de Márcio Victor comanda trios no circuito Barra-Ondina e marca presença em camarotes da capital.
Para embalar o Carnaval, o grupo aposta em “Semáforo”, parceria com MC GW, que mistura o pagode baiano com o funk carioca. A faixa integra o audiovisual Lambão Weekend e já se destaca como uma das músicas mais comentadas do verão.
O Carnaval do Psirico em Salvador se apresenta como um encontro entre o presente e a memória da música popular baiana. A narrativa começa com Semáforo, que simboliza o Carnaval como sinal verde para a rua, o corpo e a mistura de ritmos, passa pela homenagem a Riachão, exaltando a irreverência e o samba como crônica do cotidiano, segue com o tributo a Neguinho do Samba, destacando a força da percussão afro-baiana e do samba-reggae, e se encerra celebrando as mulheres do samba, reconhecendo o papel fundamental das matriarcas e intérpretes na construção dessa história cultural.
AGENDA – CARNAVAL 2026
12/02 – Salvador (Trio Barra)
13/02 – Barreiras (BA)
14/02 – Salvador (Trio Barra / Camarote Band)
15/02 – Salvador (Trio Centro) / Porto Seguro (BA)
16/02 – Salvador (Trio Barra / Camarote Harem)
17/02 – Aracati (CE) / Cajazeiras (PB)
CONFIRA OS TEMAS E FIGURINOS DE CADA DIA
QUINTA-FEIRA | 12.02 – “SEMÁFORO”
O Carnaval como sinal aberto para o agora
O figurino da quinta-feira nasce do universo visual e simbólico da música “Semáforo”, parceria entre Psirico e MC GW, faixa que marca um novo momento na trajetória de Márcio Victor e do grupo. O semáforo surge como metáfora do Carnaval contemporâneo: quando a luz fica verde, o corpo vai, a rua responde e a festa acontece sem freio.
Essa é um dos figurinos desenvolvidos pelo estilista Cid Brito, que traduz esse espírito de convivência, mistura e libertade — com uma base em preto, grafismos inspirados na sinalização urbana e referências ao pagodão moderno, representando um estado de movimento: trânsito livre entre gêneros musicais, gerações e linguagens. O figurino assume o Carnaval como espaço de cruzamento cultural, onde tudo se encontra e pulsa ao mesmo tempo.
SÁBADO | 14.02 – Homenagem a Riachão
Irreverência, crônica e identidade popular
O figurino do sábado celebra Riachão, um dos maiores sambistas do Brasil e cronista musical da Bahia. A escolha dialoga diretamente com a essência de Márcio Victor: ambos começaram cedo na música, ambos transformaram o cotidiano em canção, ambos fizeram da irreverência uma assinatura artística.
A estética parte da ideia do samba como narrativa do povo, trazendo elementos que remetem ao rádio, à Bahia urbana, às ruas e ao humor afiado que atravessa gerações. O figurino traduz leveza, malícia, sorriso e crítica social — marcas presentes tanto em Riachão quanto no Psirico.
Assim como Riachão teve suas músicas eternizadas por vozes como Caetano Veloso e Gilberto Gil, Márcio Victor representa a continuidade dessa tradição oral e musical, atualizando o samba através do pagodão, sem perder o elo com a memória popular.
DOMINGO | 15.02 – Homenagem a Neguinho do Samba
A batida que mudou o mundo
O figurino do domingo é um tributo às raízes da percussão afro-baiana e à genialidade de Neguinho do Samba, criador do samba-reggae e responsável por uma das maiores revoluções sonoras do Brasil. Assim como Neguinho transformou o Olodum em linguagem global, Márcio Victor revolucionou a batida do pagodão, criando uma identidade rítmica própria, reconhecida nas ruas e nos palcos.
Visualmente, o figurino evoca força, ancestralidade e coletividade: referências aos tambores, aos blocos afro, ao Pelourinho e à estética que levou o samba-reggae ao mundo — inclusive a encontros históricos com artistas como Michael Jackson.
Essa homenagem conecta o Psirico a uma linhagem de criadores que entenderam a música como ferramenta de autoestima, educação e projeção internacional. É um figurino que pulsa no ritmo do tambor e reafirma a percussão como coração do Carnaval de Salvador, com destaque para a colaboração do artista plástico Luiz Valasco (Aderecista e Chapeleiro) que produziu o chapéu que Márcio Victor estará usando na avenida.
SEGUNDA-FEIRA | 16.02 – Homenagem às Mulheres do Samba
Matriarcas, pioneiras e guardiãs da memória
O figurino da segunda-feira celebra as mulheres que sustentaram, criaram e eternizaram o samba como espaço de resistência, afeto e identidade negra. O Psirico transforma o corpo de Márcio Victor em um território de memória viva, trazendo nomes e imagens de grandes sambistas:
- Alcione
- Leci Brandão
- Clara Nunes
- Beth Carvalho
- Jovelina Pérola Negra
- Clementina de Jesus
O conceito visual mistura reverência e potência: tecidos, símbolos e grafismos que evocam ancestralidade, elegância e luta. Cada nome representa muitas outras mulheres — das tias do samba às compositoras anônimas — que fizeram do samba um espaço de sobrevivência cultural.
Celebrar as mulheres do samba é reconhecer a história da população negra e suburbana, que encontrou na música um lugar de pertencimento e voz. Esse figurino encerra o ciclo em Salvador com respeito, emoção e gratidão.